A subsunção do real ao estético, a miséria do pós-modernismo.

Caique de Oliveira Sobreira Cruz

Resumo


O presente artigo tem como desiderato analisar o fenômeno do pós-modernismo, buscando as suas raízes no movimento estético, o seu núcleo fundante, e os seus múltiplos desenvolvimentos durante o processo histórico, perpassando, sobretudo, pelas ciências sociais, realizando um paralelo com a sua influência exercida na esquerda brasileira e mundial. Utilizaremos, nesta pesquisa, categorias fornecidas pela tradição Marxista, contrapondo de forma fundamentada as principais premissas levantadas pelas teorias sociais pós-modernas, objetivando não só estabelecer uma comparação entre interpretações diversas da realidade, mas, também, indicar o nosso compromisso com o que caracterizamos como debate acerca da reorganização da esquerda nacional e internacional. Entendemos que uma análise teórica da realidade insuficiente reverbera em ações práticas não consequentes com o projeto de emancipação do gênero humano. Nesta tese, não dispomos da pretensão de esgotar a análise sobre a temática abordada, haja vista que os fenômenos sociais são compostos por múltiplas determinações e tendências. Buscamos, sim, uma aproximação mais ampla do objeto real, lançando noções preliminares sobre as quais será possível se chegar a conclusões mais assertivas diante de inúmeras contradições sociais.

 

Palavras-chave: Pós-modernismo, Trabalho, Capitalismo, Socialismo, Estética.


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