Tragédia, afeto e realismo em Jorge Amado: das brumas em Mar Morto às intersecções de classe e gênero

Bruno Guilherme Hatschebach, Aparecida Favoreto

Resumo


Buscamos por meio desse artigo deitar nosso olhar à obra Mar Morto (AMADO, 2008), com o intuito premente de investigarmos as intersecções de classe e gênero na tematização amadiana sobre o feminino, particularmente nas personagens Lívia e Rosa Palmeirão, enquanto estas antecipam tendências no interior da produção amadiana. Tragédia do protagonista Gumercindo, companheiro de Lívia, a obra apresenta por meio do afeto em primeiro plano, uma tessitura realista no interior da cosmovisão do romance. Ressaltamos em particular o desfecho épico da obra, qual sorte o Paquete – saveiro de Guma – é herdado por seu filho por meio de sua mãe biológica e, expressando uma crítica à maternidade compulsória, nos cuidados e afetos providos pela avô social, Rosa Palmeirão. Buscamos, sobremaneira, cotejar a produção de Heleieth Iara B. Saffioti (1976; 1987; 1992) sobre o feminino e a produção marxiana originária (2006; 2009; 2010) com a obra em evidência, traduzindo em termos estéticos as tendências expressas na obra de Jorge Amado.

 

Palavras chave: Classe e gênero, Sociedade, Literatura.


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