Notas preliminares acerca do feminino em Jorge Amado: da subserviência às transgressões em Gabriela, cravo e canela

Bruno Guilherme Hatschebach, Aparecida Favoreto

Resumo


O presente artigo lança esparsas notas preliminares sobre a literatura amadiana. Neste em particular, buscaremos a crítica do romance Gabriela, cravo e canela (2012); para tal, nos lançamos à tarefa de verificar as categorias em Patricio (1999), Goldman (2014) e no posfácio do referido romance, em Paes (2012). Em Gabriela, tomamos por objeto de análise as personagens femininas em meio aos movimentos históricos quais despontam sinais de resistência e mudanças na forma de reconfigurações do mesmo. Assim, estão as mudanças econômicas, impulsionadas pela dinâmica da exportação do cacau e das demandas do mercado externo como deslocamento das contradições, no qual verificamos também a luta pelo poder político como conservação e elevação da determinação da base. Vemos no movimento, a resistência da oligarquia fundiária perante os novos traços, esses tantos atos apresentados pelo liberalismo progressista. Buscamos no debate marxista as intersecções de classe e suas expressões ideopolíticas, especificamente o controle estrutural dos meios e modos de vida da classe trabalhadora, tateando na crítica aos valores da família mononuclear burguesa, conformada enquanto "família natural" os limites da socioreprodução do capital e do binômio de gênero.

 

Palavras-chave: família mononuclear; mulheridades; subserviência; transgressão; classe e gênero.


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REBELA - Revista Brasileira de Estudos Latino-Americanos
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