Leonel Brizola e a defesa da democracia: um estudo de O Panfleto (1963-1964)

Diego Martins Dória Paulo

Resumo


O presente artigo pretende intervir no debate historiográfico sobre o golpe de Estado de 1964 no Brasil criticando uma das interpretações mais conhecidas sobre o evento, a qual busca por repartir as responsabilidades pela ruptura democrática entre as esquerdas e as direitas. Na lógica dessa argumentação, ambas contariam com “pouco apego democrático” naquela conjuntura histórica, favorecendo, portanto, a ruptura do regime. Assim, nas páginas que seguem, cotejo uma leitura crítica da tese à pesquisa documental de O Panfleto – importante jornal que funcionava como porta-voz de grupos como a Frente de Mobilização Popular, tida como uma das organizações da “esquerda radical”, supostamente mais desinteressada na manutenção da democracia. Apostando nessa metodologia, cremos ser possível avançar na crítica ao revisionismo histórico que tem prejudicado o conhecimento sobre importante processo de nossa história política recente, com evidentes desdobramentos sobre o presente. 

 

Palavras-chave: O Panfleto, Leonel Brizola, Golpe de 1964.


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REBELA - Revista Brasileira de Estudos Latino-Americanos
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